sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

TODOS TEMOS PRÉ-CONCEITOS?


Vivemos num tempo onde a discordância tornou-se sinônimo de preconceito.[1] Exemplifico com o caso tão presente em nossa sociedade do homossexualismo. Quando não aceitamos a prática homossexual, recebemos a caricatura de preconceituosos. Será que de fato é isto mesmo? O simples fato de pensarmos diferente nos torna preconceituosos (no sentido pejorativo)? Ou: Será que a determinação contrária deve ser aceita sempre?
Nós não somos “tábulas rasas”. Não partimos da neutralidade para julgarmos as questões. Não acreditamos no relativismo que aceita tudo como correto. Antes de emitir qualquer julgamento consultamos nossos pressupostos que foram adquiridos ao longo de nossa existência. Eles funcionam como critérios para os julgamentos determinados. Portanto, todos homens partem de algo para afirmar suas crenças.[2]  Portanto, analisamos os comportamentos mais profundamente, ou seja, não somente o ato, mas o que está por trás dele.  
A teologia reformada entende que estes pressupostos foram gravemente comprometidos pela queda do homem no jardim do Éden (Gênesis.3). Deste então o homem nasce em pecado e desta forma julga as questões com os óculos embaçados. Entretanto, isto não quer dizer que tenha perdido totalmente o status de criação de Deus. Por isso, o “sensus divinitatis” (senso da divindade) o dirige ainda pela revelação geral de Deus (Rm.2.12-16) A restauração completa desta ignorância existencial ocorre no momento da regeneração. Neste momento o homem recebe o conhecimento extra-nos (que está fora de nós) para entender verdadeiramente e espiritualmente a si mesmo. Isto por uma razão teológica: para conhecer-se é necessário conhecer a Deus em primeiro lugar. 


[1] Existem aqueles que procuram diferenciar o termos pré-conceito de preconceito, como se o primeiro fosse o pré-julgamento e o outro fosse a continuação do primeiro, mas sem mudança
[2] Entenda crença como a determinação religiosa presente em todo o homem.

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