segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015




AFINAL, TEMOS LIVRE ARBÍTRIO?

O livre arbítrio está no corpo de convicções de muitas pessoas, entretanto, não podemos negar que esta aceitação não parte de reflexão. Ela é simplesmente aceita como algo verdadeiro. Por esta razão, no geral são raras as explicações dadas com argumentos maduros para o livre arbítrio. Neste pequeno texto iremos pensa-lo sob duas perspectivas distintas.
Normalmente se define livre arbítrio como o poder que o homem tem de escolher suas ações. Entretanto, o próprio termo traz problemas sérios, ou seja, ele é totalmente inadequado. Ninguém tem “o arbítrio” totalmente “livre” para decidir, como num evento sem causa. Sabemos que isto não tem relação com a realidade humana. Toda decisão carrega em suas partes certo determinismo que funciona como uma influência definidora. Portanto quem tem a vontade totalmente livre?

Além desta linha de pensamento, do ponto de vista divino temos livre arbítrio? O grande Deus nos entregou o governo de nossas próprias vidas? Neste caso Ele seria um mero conhecedor do futuro que nós definimos? Esta proposição nega o próprio caráter de Deus, pois ela determina uma igualdade divino-humana. Aqueles que partem da Bíblia para definirem suas ideias sobre Deus, sabem que nossa biografia completa foi escrita por Deus (Sl.139.16). Para alguns esta ideia funciona como algo manipulatório, mas na realidade sem este governo tudo seria um absoluto caos. Evidente que as explicações sem qualquer paradoxo são impossíveis de estabelecer. 
A escola calvinista de interpretação da Escritura define que a humanidade está presa por causa da morte espiritual (Ef.2.1) e assim está totalmente incapacitada de ver e entender  a Verdade. Esta mudança não pertence primariamente a ela, pois está nas mãos de Deus (Jo.3.3,5). Portanto, somente o grande Deus pode nos fazer entender Sua vontade e nos doar a paz e o descanso ao sabermos que nossas vidas estão nas suas mãos.    

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